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Sexta-feira, Maio 13, 2005

Porquê?!

Porquê?

Apetece-me fazer esta pergunta tão intensa… porquê?
Arranjar uma razão… arranjar uma explicação…
Porquê? Porque é que necessitamos de ter uma explicação clara para tudo aquilo que fazemos, vemos, sentimos?!

Já sei… andar à deriva… agir sem razão é muito complexo… coloca de parte a racionalidade humana… coloca de parte, coloca em causa a inteligência que os mais sábios, que os nossos meios de comunicação insistem defender que nós humanos somos os únicos detentores dessa capacidade cognitiva…
questão dúbia, no meu ponto de vista… sou suspeita, sou uma amante de animais… sou apaixonada pela minha cadelinha, e não acredito que eles não tenham inteligência… se assim fosse eram uns autênticos autómatos… não teriam reacção… não fariam associação… não teriam noção de objecto…
sim, em certos momentos transformo-me numa experimentadora e testo as minhas hipóteses… e as provas piagetianas do estádio sensório motor não foram esquecidas…

e eu que racionalizo tanto… é a forma que eu arranjo para poder continuar confiante na minha viagem… é o mapa que crio… não gosto de andar à deriva e pensar que aquilo simplesmente aconteceu… não gosto de ignorar as sensações, os sentimentos enigmáticos, inexplicáveis que sinto, sem saber o que realmente os está a causar…
e eu que ando numa viagem tão atribulada nos últimos tempos… mas que é que sentes Filipa? Pergunta que me persegue nos últimos tempos… mas que sentimentos tão contraditórios… mas o que sentes?! Que é que está realmente no teu interior?
O que é que tu queres realmente para ti? Que futuro queres tu delinear?
Estou num impasse tão grande… não sei… tenho tantas dúvidas… tenho tantos caminhos para escolher… sinto-me perdida… sinto uma indecisão enorme… e essa cria uma ansiedade tão grande… preciso de parar a azáfama diária… preciso de me deitar e olhar para o vazio e divagar nas minhas reflexões, nos meus pensamentos… preciso de tomadas de decisão… mas não me sinto capacitada… sinto-me muito fragilizada… que medo, que receio que eu sinto… tenho medo do caminho que venha a escolher… tenho medo do que me espera… e se depois me arrepender? Conseguirei voltar atrás e recomeçar a minha caminhada mas noutra direcção?
Porquê?! Porque é que torno tudo tão complexo?! Porquê estas dúvidas?



Crises… adaptações… estratégias… estarei a desenvolve-las?
A minha racionalização será adaptativa? Não estarei a adiar o sofrimento? Mas esse já o sinto… não o quero sentir… não quero ser egoísta… não quero… mas também estou feliz… vejo-te a sorrir e empenhado a escrever o TEU livro… o anterior foram só uns rabiscos, não foram?! Dizes que não, mas eu não acredito… é o que sinto… tento combater esta interpretação mas… não posso contrariar a realidade que percepciono… sentimentos ambíguos… está tudo emaranhado… sei o que quero, não sei o que quero… inconstância, como podes ver… uma coisa eu tenho a certeza, e partilhei-o contigo…

Não quero… recuso-me a voltar a reviver o passado… não quero voltar à readaptação da rotina diária… não quero… não sei como conseguirei… não sei como reagirei se o diagnóstico for o temido… não quero… não sei lidar… não me sinto detentora das capacidades cognitivas para lidar adaptativamente com a situação… não quero…
Só sei que quero acordar deste sonho tão atribulado, tão complexo…

10 Comments:

Anonymous Carla said...

Linda! Nem sei bem o que te dizer. Dá para perceber que nessa cabeça se está a passar muitas coisas ao mesmo tempo.
Não tentes fazer tudo de uma só vez (mesmo que seja mesmo uma unica situação). Dá um passo de cada vez, sem medos e sem pressas.
Tudo acaba sempre por se resolver! Mais tarde ou mais cedo, vais ver!
Uma beijoka grande amiga!***

10:06 AM  
Blogger Iluvatar said...

A coragem ´´e a ultima a morrer tal como a esperança, nao desistas nunca
um abraço
PEdro

6:30 PM  
Blogger Estrela do mar said...

...amiguinha...li com muita atenção tudo o que escreveste...e sinto que na tua cabecinha há muitas dúvidas...mas pensa uma coisa...não há necessidade de termos explicações para tudo o que se passa à nossa volta...não achas?...como também não temos que racionalizar tudo ao milimetro...ou seja temos que tentar encontrar dentro de nós próprios o meio-termo dessas duas enormes vertentes...porque senão sufocamos...no entanto é natural...e não me refiro aqui em idades...porque a vida é feita de decisões que temos que tomar...e não é por se ser mais novo ou mais velho que os problemas são mais fáceis ou mais dificeis, entendes-me Filipa?...porque os problemas aparecem de acordo com a faixa etária onde nos encontramos...e são todos eles importantes...o que eu acho...é que deves não entrar em stress...porque com calma e aos pouquinhos consegues de certeza perceber o que é melhor para ti...e o receio que tens em arriscar é naturalíssimo, porque pode ser tempo que poderias ter aproveitado para outras coisas...mas pensa assim...só saberás o que poderá ou não tornar-te mais completa...se arriscares...sem medo...e de cabeça sempre erguida...e se por acaso não for esse o caminho que achavas melhor...a vida são etapas e etapas que nós vamos aprendendo a ultrapassar...e nada se faz sem errar...porque muitas vezes um simples erro, faz com que consigamos encontrar o caminho certo...tá?...


...andava com saudades de visitar os cantinhos onde me sinto bem...por isso apareci...espero que tenhas gostado...

Um beijinho* grande.

1:47 AM  
Blogger Å®t_Øf_£övë said...

Filipa,
Não penses tanto.Há coisas que não são para se perceberem. E o amor é uma delas.É que o amor é uma coisa e a vida é outra. Amor é amor.É essa a beleza.É esse o perigo.O amor não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.Tanto pode como não pode.Tanto faz.A vida às vezes mata o amor.O amor não é um meio, não é um fim, não é um principio, não é um destino.O amor é uma condição.O amor não se percebe.Não é para se perceber.O amor é a nossa alma.É a nossa alma a dessatar.A dessatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreeende.
É sinal de amor não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar esperança, doer sem ficar magoado.
É que a vida dura a vida inteira e o amor não.
Por isso não tentes arranjar explicações para tudo o que pensas e sentes em relação à tua vida,e muito menos em relação ao amor.
Vais ver que quando menos esperares essa fase vai passar,e tu vais ser feliz outra vez.
Beijinhos.

10:36 PM  
Blogger Estrela do mar said...

...@miguinha...logo que comecei aos pouquinhos a comentar alguns blogs...senti uma enorme vontade de continuar com o meu...e assim fiz...

Um beijinho*.

12:29 PM  
Anonymous Anónimo said...

Tem calma! É essencial para descobrires o teu caminho.
Boa sorte, linda!
http://sunshine.blogs.sapo.pt/

6:27 PM  
Blogger Estrela do mar said...

...então @miguinha?...vamos sempre em frente...nada de desistências...nem de stresses...nem baixo astral...estás-me a escutar?...melhor...a ler?...da próxima vez que aqui vier...quero sentir que as coisas vão indo...mesmo aos pouquinhos...que dizes?...estás de acordo?...pensa nisso...tá?...


Continuação de uma boa semaninha...e vamos lá renovar as energias...força @miga.

Olha...quando quiseres...tens o meu mail...é só enviares o teu contacto...a sério...estás à vontade...podes contar comigo.

Um beijinho* grande.

1:57 AM  
Blogger Guida said...

o tempo serve para contarmos as armas, para sentirmos o sabor das memorias nas nossas caras, o vento a trazer-nos mensagens. e é essa lembrança que nao devemos esquecer, é desta necessidade que vamos vivendo.

beijinho :)

7:49 AM  
Blogger Estrela do mar said...

...FILIPA...então?...vamos reagir amiga...vá lá...faz uma "forcinha2...vais ver que não custa assim tanto...tens é que tentar...ok?...

Tem um BOM FIM DE SEMANA e aproveita para renovar essas energias.

Um beijinho* e um abraço grande.

12:56 PM  
Blogger Peter Pan X said...

Filipa, então?
Não pode ser só exames e natação sincronizada, tens de continuar a dar vida ao blog e deitar cá para fora aquilo que sentes.
Este texto que publicaste revela que estás a atravessar uma fase de indecisões, não sabes bem que rumo tomar e sobretudo tens medo do futuro, tens de medo de "falhar" ou de repetir o sofrimento passado...
Minha querida, "quem não arrisca..." diz o velho ditado, no entanto deves pensar bem se vale a pena arriscar, pois há casos em que sabemos que não vale a pena arriscar, pois é enganarmo-nos a nós próprios (passo o pleonasmo).
Um pouco de força e de coragem para ti, tudo se há-de resolver.
Boa sorte nos teus exames.
Beijinhos
Fica bem.
;-)

12:18 PM  

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